Como pronunciado pelos corvos alvos, descemos ao mundo, nos tornamos mundanos. Descobrimos que somos falíveis, trouxemos ao olimpo a mentira, a paixão, traição, o rancor e o arrependimento. Nos fracionamos, abandonamos o olimpo, destilamos veneno àqueles que destilaram veneno conosco aos reles mortais.
Não me entendam como Nostradamus que está aqui a vaticinar o fim dos tempos, o fim da era dos deuses. Quero, muito pelo contrário, incentivar o retorno, a aceitação mútua de que somos falíveis, humanos, mundanos. Descemos do olimpo, encerramos a belle époque é verdade, mas em momento algum o sentimento que nos eternizou morreu. O amor - o verdadeiro, o saudável, por favor - não morre, se reinventa.
Eu quero me reinventar com vocês.
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