quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Família
Todos que me conhecem sabem o respeito que tenho pela minha família e pela sua marca imediata em mim- o meu sobrenome. Tenho inclusive um certo ressentimento de não ter nascido na época da república velha em que o meu sobrenome combinaria perfeitamente com o cargo de presidente. Presidente Pereira Perez. O que acha leitor?
Voltando a questão, para exercermos a nossa autonomia devemos gozar de liberdade. Mas só se exerce liberdade com o mínimo de responsabilidade moral que é passada pela família e complementada pelo contexto de mundo em que vivemos. Tenho o prazer de conviver com a minha família e me enriquecer com a sua história: seu passado que aprendo com meus pais e avós; seu presente que construo e seu futuro que me sinto sendo preparado para o papel de protagonista.
A relação entre autonomia e libertinagem se esvai para dar início a uma relação de continuidade e transformações que só a maturidade construída em um meio permeável entre você e a sua família pode construir. O exemplo da mudança se reflete no uso de pronomes retos: O "eu" e o "eles" transformam-se em "nós".
Tudo isso, leitor, é para te chamar a refletir sobre quem você é. A qual pedaço de mundo você pertence? A qual você quer pertencer?
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Roberto Perez
A convite do meu querido amigo e futuro Ministro do STF, Roberto P. Perez, terei o prazer de participar deste blog, expondo aqui algumas reflexões. Minha primeira - e talvez mais difícil – tarefa será apresentar em meros caracteres um Roberto que eu tive a sorte de encontrar em uma sala de aula e de trazer para a minha vida. Quero antes informá-lo, Leitor, que este texto tornou-se um imenso desafio, pois será impossível igualá-lo àquele escrito pelo meu companheiro de blog, cujo intelecto superior é capaz de produzir verdadeiras obras literárias.
Para começar, preciso dizer que o Roberto se encaixa na categoria de Pessoa Única, daquelas que basta conhecer um pouco mais para ter certeza de que ela lhe acrescentará muitas coisas. Essas pessoas são verdadeiras relíquias e tem participação especial na construção da nossa historia. Parabéns, Roberto Perez, você é uma delas. Sinta-se honrado, pois os meus filhos vão ouvir falar de você. Saiba que não é nada fácil atingir a pontuação máxima na Escala Bia de Relacionamentos, ainda que a sua obtusidade o faça perder pontos frequentemente.
Meus filhos saberão também que na realidade existem dois Robertos totalmente diferentes, permanecendo em constante batalha para atingir o equilíbrio. O primeiro é carinhosamente chamado de obtuso, que aqui não quer dizer ignorância, mas sim insensibilidade com uma pitada de humor negro. Esse Roberto é fácil de gostar, mas difícil de conviver e impossível de discutir. Já o segundo, é dono de uma sensibilidade notável, a qual está presente nos textos maravilhosos que ele escreve. Esse costuma ser carinhoso e odeia jogos de mímica. Acima de tudo, gosta de preservar as poucas e boas amizades. Ainda que eu goste mais do segundo, tenho que admitir que o primeiro me diverte com seus comentários cheios de veneno.