A convite do meu querido amigo e futuro Ministro do STF, Roberto P. Perez, terei o prazer de participar deste blog, expondo aqui algumas reflexões. Minha primeira - e talvez mais difícil – tarefa será apresentar em meros caracteres um Roberto que eu tive a sorte de encontrar em uma sala de aula e de trazer para a minha vida. Quero antes informá-lo, Leitor, que este texto tornou-se um imenso desafio, pois será impossível igualá-lo àquele escrito pelo meu companheiro de blog, cujo intelecto superior é capaz de produzir verdadeiras obras literárias.
Para começar, preciso dizer que o Roberto se encaixa na categoria de Pessoa Única, daquelas que basta conhecer um pouco mais para ter certeza de que ela lhe acrescentará muitas coisas. Essas pessoas são verdadeiras relíquias e tem participação especial na construção da nossa historia. Parabéns, Roberto Perez, você é uma delas. Sinta-se honrado, pois os meus filhos vão ouvir falar de você. Saiba que não é nada fácil atingir a pontuação máxima na Escala Bia de Relacionamentos, ainda que a sua obtusidade o faça perder pontos frequentemente.
Meus filhos saberão também que na realidade existem dois Robertos totalmente diferentes, permanecendo em constante batalha para atingir o equilíbrio. O primeiro é carinhosamente chamado de obtuso, que aqui não quer dizer ignorância, mas sim insensibilidade com uma pitada de humor negro. Esse Roberto é fácil de gostar, mas difícil de conviver e impossível de discutir. Já o segundo, é dono de uma sensibilidade notável, a qual está presente nos textos maravilhosos que ele escreve. Esse costuma ser carinhoso e odeia jogos de mímica. Acima de tudo, gosta de preservar as poucas e boas amizades. Ainda que eu goste mais do segundo, tenho que admitir que o primeiro me diverte com seus comentários cheios de veneno.
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