quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Família

Estava refletindo, desde a minha aula de instituições de direito romano, sobre o papel contemporâneo da família. A perda do status de uma instituição mimética da organicidade do Estado- representada pelo pater familis- para a valoração da família como um instrumento, um meio, da felicidade, ou melhor, para a promoção da dignidade humana.Esse novo papel traz um rico debate sobre o conflito entre a "autonomia vs libertinagem."
Todos que me conhecem sabem o respeito que tenho pela minha família e pela sua marca imediata em mim- o meu sobrenome. Tenho inclusive um certo ressentimento de não ter nascido na época da república velha em que o meu sobrenome combinaria perfeitamente com o cargo de presidente. Presidente Pereira Perez. O que acha leitor?
Voltando a questão, para exercermos a nossa autonomia devemos gozar de liberdade. Mas só se exerce liberdade com o mínimo de responsabilidade moral que é passada pela família e complementada pelo contexto de mundo em que vivemos. Tenho o prazer de conviver com a minha família e me enriquecer com a sua história: seu passado que aprendo com meus pais e avós; seu presente que construo e seu futuro que me sinto sendo preparado para o papel de protagonista.
A relação entre autonomia e libertinagem se esvai para dar início a uma relação de continuidade e transformações que só a maturidade construída em um meio permeável entre você e a sua família pode construir. O exemplo da mudança se reflete no uso de pronomes retos: O "eu" e o "eles" transformam-se em "nós".
Tudo isso, leitor, é para te chamar a refletir sobre quem você é. A qual pedaço de mundo você pertence? A qual você quer pertencer?

Nenhum comentário:

Postar um comentário